Chegou outubro, a assembleia já está marcada e alguém vai perguntar quanto vai ser a taxa do ano que vem. É nessa hora que muito síndico trava. A previsão orçamentária do condomínio parece um exercício de adivinhação, mas não é. Ela é, basicamente, uma leitura organizada do que o próprio condomínio já gastou. Se você tem o histórico do ano em andamento na mão, já tem quase tudo que precisa. O resto é separar o que se repete do que aparece de vez em quando e conversar com quem cuida das suas contas.
Previsão orçamentária de condomínio: como fazer sem inventar número
Antes de abrir qualquer planilha, vale entender uma diferença que muda toda a lógica. Condomínio não é empresa. Ele tem CNPJ, contrata funcionário, recolhe encargo, mas não apura lucro nem distribui resultado. Ou seja: você não está projetando receita, está distribuindo custo.
A conta funciona ao contrário do que a maioria imagina. Primeiro você estima quanto o condomínio vai gastar. Depois divide esse total entre as unidades, conforme a fração ideal prevista na convenção. A taxa condominial é consequência do orçamento, não o ponto de partida. Quem começa pela taxa acaba cortando despesa no papel e descobrindo o buraco em março.
Por isso a base é o histórico. Puxe os relatórios mensais do exercício, mês a mês, e olhe para onde o dinheiro efetivamente foi. Não é chute: é o comportamento real do seu condomínio, não de um condomínio genérico.
Despesas fixas e variáveis do condomínio: separe antes de somar
Esse é o passo que mais organiza a cabeça do síndico. Divida tudo em dois grupos.
- Despesas fixas: aparecem todo mês, com valor parecido. Folha dos funcionários e encargos, contratos de manutenção recorrente, seguro, honorários, tarifas bancárias, consumo de áreas comuns.
- Despesas variáveis: aparecem de vez em quando ou oscilam bastante. Reparo pontual, reposição de material, serviço contratado de terceiro, gasto sazonal.
Depois dessas duas, existe um terceiro grupo que costuma ser esquecido: as despesas que caem uma vez por ano e pesam. O 13º salário dos funcionários é o exemplo clássico. Férias também. Quem não reserva ao longo do ano descobre em novembro que o caixa não fecha, justamente quando a inadimplência costuma apertar. Encargo sobre folha segue a mesma lógica.
Vale lembrar que a folha do condomínio é reajustada por convenção coletiva da categoria, negociada anualmente. Você não sabe hoje o número exato do ano que vem, mas sabe que ele vem. Ignorar isso no orçamento é o erro mais comum. O caminho é conversar com a contabilidade sobre como tratar essa linha no seu caso concreto.

Como montar orçamento de condomínio para levar à assembleia
O orçamento é um documento de conversa, não de defesa. Ele existe para que o condômino entenda a proposta antes de votar. Alguns cuidados ajudam:
- Apresente por grupo de despesa, não linha a linha. Ninguém acompanha quarenta itens numa projeção.
- Mostre a comparação com o realizado do ano em andamento. Isso responde antes da pergunta o porquê do aumento.
- Separe o que é ordinário do que é fundo de reserva ou obra. São conversas diferentes e votações diferentes.
- Deixe explícito o que é estimativa. Água, energia e serviço variável não são valores garantidos.
- Leve a memória de cálculo. Se alguém pedir a origem de um número, ela precisa existir.
E fique tranquilo quanto ao formato. Você não precisa dominar contabilidade para apresentar um orçamento anual do condomínio. Precisa entender o que está propondo e conseguir explicar com suas palavras.
Você não precisa fazer isso sozinho
A Forcon trabalha só com condomínio desde 2012, em Goiânia e região. A gente monta o levantamento com você a partir dos relatórios do próprio condomínio, aponta o que costuma ser esquecido na virada de ano e explica cada linha em linguagem de gente, sem sigla e sem juridiquês. Parte da nossa equipe também atua como síndico profissional, então sabemos como a pergunta chega do outro lado da mesa.
E no dia da assembleia a gente vai junto. Sem cobrar à parte e sem mandar substituto. Se quiser conversar sobre o orçamento do ano que vem, solicite uma proposta ou ligue para (62) 3932-6079. Você fala direto com quem decide.




